Relacionamento Digitalcom o Cidadão
Parte I — Apresentação
Parte I — ApresentaçãoCapítulo 4

Capítulo 4 — Escopo

Este capítulo estabelece o escopo da Plataforma de Relacionamento Digital com o Cidadão, definindo os limites da solução proposta, as capacidades abrangidas, as responsabilidades assumidas pela plataforma e os elementos…

4.1 Objetivo do Capítulo

Este capítulo estabelece o escopo da Plataforma de Relacionamento Digital com o Cidadão, definindo os limites da solução proposta, as capacidades abrangidas, as responsabilidades assumidas pela plataforma e os elementos que não fazem parte do objeto desta documentação.

Seu objetivo é estabelecer uma compreensão comum sobre o que está sendo proposto, evitando interpretações divergentes durante a avaliação técnica, o desenvolvimento, a implantação e a evolução da solução ao longo da parceria.

O escopo aqui apresentado possui caráter arquitetural e funcional. Cada dimensão será aprofundada nos capítulos específicos correspondentes. Este capítulo não antecipa detalhamentos que pertencem às partes de arquitetura, módulos ou operação do documento.


4.2 Escopo Geral da Solução

A Plataforma de Relacionamento Digital com o Cidadão é uma plataforma corporativa compartilhada destinada à disponibilização de serviços digitais para órgãos públicos estaduais e municipais, permitindo o relacionamento entre a administração pública, cidadãos, empresas e demais usuários dos serviços oferecidos pelos órgãos participantes.

A solução é uma plataforma multi-tenant, composta por módulos funcionais independentes e integrados, preparada para atender diferentes órgãos por meio de uma arquitetura comum, preservando as particularidades operacionais, os processos e a identidade de cada instituição participante.

Seu desenvolvimento observará os objetivos e as diretrizes definidos para a parceria, respeitando o Plano de Negócio Referencial e os instrumentos que o complementam.


4.3 Escopo Funcional

Sob o ponto de vista funcional, a plataforma abrangerá os módulos necessários para apoiar o relacionamento digital entre órgãos públicos e seus públicos de interesse.

As capacidades funcionais contempladas pela solução são:

CapacidadeDescrição Resumida
Atendimento DigitalSuporte a interações síncronas e assíncronas por múltiplos canais, com histórico unificado.
Comunicação OmnichannelEnvio e gestão de comunicações por e-mail, SMS, push, chat e outros canais integrados.
Gestão de Relacionamento com o Cidadão (CRM)Registro, segmentação, histórico e acompanhamento do relacionamento com cidadãos e empresas.
Gestão de Processos Digitais (BPM)Modelagem, publicação, execução e monitoramento de fluxos de trabalho digitais configuráveis.
Gestão Documental (ECM/GED)Armazenamento, classificação, versionamento, busca e controle de acesso a documentos digitais.
Catálogo e Serviços DigitaisCriação, publicação e gestão de serviços digitais disponibilizados pelos órgãos participantes.
Solicitações e ProtocolosRegistro, acompanhamento e gestão de solicitações dos cidadãos com geração de protocolos.
Administração da PlataformaConfiguração, gestão de tenants, usuários, perfis e parâmetros da plataforma.
Gestão de Usuários e PerfisCriação, manutenção e controle de acesso de usuários internos e externos.
Integração com Sistemas CorporativosConexão com sistemas legados e serviços externos por APIs, eventos e conectores padronizados.
Analytics e Data LakeConsolidação, análise e disponibilização de dados operacionais e gerenciais por tenant.
Dashboards e Business IntelligenceVisualização de indicadores, relatórios e insights para gestores e administradores.
Inteligência ArtificialAssistentes de atendimento, RAG, classificação e automação inteligente integrados às jornadas.
Monitoramento OperacionalObservabilidade da plataforma com métricas, logs, rastreabilidade e alertas.

Os requisitos funcionais específicos de cada módulo serão detalhados na Parte IV deste documento, com rastreabilidade ao Anexo III do Chamamento.


4.4 Escopo Arquitetural

A solução compreende uma arquitetura corporativa composta por múltiplas camadas tecnológicas e funcionais, todas descritas neste documento.

As visões arquiteturais contempladas são:

Visão ArquiteturalCapítulo de Referência
Arquitetura CorporativaCapítulo 8
Arquitetura de NegócioCapítulo 9
Arquitetura FuncionalCapítulo 10
Arquitetura da PlataformaCapítulo 11
Arquitetura de MicrosserviçosCapítulo 12
Arquitetura de Eventos e MensageriaCapítulo 13
Arquitetura de APIs e IntegraçõesCapítulo 14
Arquitetura de Dados, Persistência e CacheCapítulo 15
Arquitetura de Inteligência ArtificialCapítulo 16
Arquitetura de Segurança e IdentidadeCapítulo 17

Cada visão representa uma perspectiva complementar da plataforma. Nenhuma delas é suficiente isoladamente para compreender a solução como um todo.


4.5 Escopo Tecnológico

A solução é construída sobre um conjunto de tecnologias confirmadas para a parceria:

CamadaTecnologia Adotada
Backend corporativoJava com Spring Boot
Portal WebReact
Aplicativo MobileReact Native
MensageriaRabbitMQ
Gestão de IdentidadeIAM próprio com integração GOV.BR
Arquitetura de AplicaçõesMicrosserviços com isolamento por domínio
Modelo de MultitenancyMulti-tenant nativo com isolamento de dados por órgão
Inteligência ArtificialArquitetura de IA nativa, com isolamento por tenant
Dados AnalíticosData Lake segregado por tenant

As decisões tecnológicas estão consolidadas e detalhadas nos capítulos técnicos específicos.


4.6 Escopo dos Canais

A plataforma disponibilizará os seguintes canais de acesso:

Para cidadãos e usuários externos:

  • Portal Web institucional, responsivo e acessível;
  • Aplicativo Mobile para iOS e Android.

Para usuários internos, gestores e administradores:

  • Painel Web de gestão, com funcionalidades específicas por perfil.

Para sistemas e integrações:

  • APIs REST documentadas e versionadas;
  • Eventos assíncronos via RabbitMQ;
  • Conectores e adaptadores para integração com sistemas legados.

A definição detalhada de cada canal será apresentada nos capítulos de arquitetura funcional e nos módulos correspondentes.


4.7 Escopo das Integrações

A plataforma prevê integração com sistemas e serviços externos dentro dos seguintes limites:

  • integração com o GOV.BR para autenticação federada de cidadãos;
  • integração com sistemas corporativos dos órgãos participantes, mediante desenvolvimento de conectores e adaptadores específicos;
  • integração com canais de comunicação externos, como provedores de e-mail, SMS e notificações push;
  • integração com sistemas governamentais estaduais e federais, quando demandado pelos órgãos participantes e tecnicamente viável.

Este documento estabelece a arquitetura e os padrões de integração. O catálogo definitivo de integrações disponibilizadas para cada órgão será definido durante a implantação.


4.8 Escopo de Inteligência Artificial

A plataforma incorpora recursos de inteligência artificial como capacidade transversal da arquitetura, com isolamento por tenant e governança específica.

O escopo deste documento abrange:

  • a arquitetura dos componentes de IA integrados à plataforma;
  • os padrões de integração entre os serviços de IA e os módulos funcionais;
  • a arquitetura de RAG com base de conhecimento por tenant;
  • os mecanismos de governança, segurança e observabilidade da IA;
  • a estratégia de evolução dos componentes de IA ao longo da parceria.

Os casos de uso específicos, os modelos utilizados e os critérios de implantação serão detalhados no Capítulo 16.


4.9 Escopo Organizacional

A solução destina-se à utilização por diferentes perfis organizacionais:

PerfilRelação com a Plataforma
CidadãoUsuário dos serviços públicos digitais disponibilizados pelos órgãos.
EmpresaPessoa jurídica que utiliza serviços públicos disponibilizados pelos órgãos.
Atendente / OperadorServidor público que opera a plataforma para atender demandas dos cidadãos.
Gestor do ÓrgãoResponsável pela gestão dos serviços, processos e indicadores do órgão.
Administrador InstitucionalResponsável pela administração da plataforma dentro do seu tenant.
Administrador da PlataformaResponsável pela operação e evolução da plataforma de forma global.

A definição detalhada dos perfis de acesso, autenticação e autorização será apresentada nos capítulos de gestão de usuários, IAM e segurança.


4.10 Escopo das Responsabilidades

A parceria prevê uma divisão clara de responsabilidades entre a PRODEMGE e a parceira tecnológica, conforme a Matriz de Responsabilidades do Plano de Negócio Referencial.

No contexto deste documento, as responsabilidades da parceira tecnológica incluem:

  • desenvolvimento e evolução contínua da plataforma;
  • implantação da solução nos ambientes dos órgãos participantes;
  • onboarding e configuração inicial de cada novo órgão;
  • integração com sistemas corporativos dos órgãos;
  • suporte técnico de segundo e terceiro níveis;
  • capacitação das equipes envolvidas;
  • evolução do roadmap tecnológico;
  • gestão dos componentes de dados e inteligência artificial.

As responsabilidades da PRODEMGE incluem:

  • gestão de serviço e coordenação geral da operação;
  • infraestrutura em nuvem de governo;
  • gestão da segurança da informação;
  • governança e centro de comando da solução;
  • atendimento ao cliente de primeiro nível;
  • gestão contratual com os órgãos participantes;
  • relacionamento institucional e comunicação com clientes.

Esta divisão orienta as decisões arquiteturais e operacionais descritas ao longo do documento.


4.11 Escopo Geográfico

Conforme previsto no Plano de Negócio Referencial, a solução possui potencial para atendimento a órgãos públicos estaduais e municipais.

A arquitetura é concebida para permitir expansão gradual, preservando isolamento lógico entre os diferentes tenants independentemente do âmbito geográfico de cada órgão participante.

O cronograma de expansão e as implantações específicas serão tratados em instrumentos próprios durante a execução da parceria.


4.12 Escopo Temporal

Este documento descreve a arquitetura de referência da plataforma considerando seu ciclo de vida completo durante a vigência da parceria, e não apenas sua versão inicial.

A organização do documento contempla que novos módulos, componentes e capacidades serão incorporados ao longo do tempo, preservando os princípios arquiteturais estabelecidos neste documento como referência permanente.

A estratégia de evolução incremental será detalhada na Parte VII deste documento.


4.13 Fora do Escopo

Este documento não contempla os seguintes elementos:

Aspectos comerciais e contratuais:

  • propostas comerciais e precificação da solução;
  • cronogramas executivos detalhados de implantação;
  • planos de projeto específicos;
  • contratos individuais com órgãos participantes;
  • modelo financeiro definitivo da parceria.

Aspectos específicos dos órgãos:

  • customizações específicas de processos ou regras de negócio de cada órgão;
  • especificações técnicas de sistemas legados pertencentes aos órgãos participantes;
  • planos de infraestrutura exclusivos de ambientes individuais.

Aspectos administrativos:

  • procedimentos administrativos internos da PRODEMGE;
  • acordos operacionais individuais por órgão;
  • documentação de governança interna da PRODEMGE.

Esses elementos serão produzidos em documentos próprios durante a execução da parceria, quando aplicável.


4.14 Premissas

Este documento foi elaborado considerando as seguintes premissas:

  • existência de uma parceria formal entre a PRODEMGE e a futura parceira tecnológica, conforme os instrumentos do Chamamento CP001/2026;
  • base técnica e conceitual consolidada, com componentes validados e em operação;
  • adoção de arquitetura baseada em microsserviços com responsabilidades de domínio claras;
  • utilização de mensageria assíncrona via RabbitMQ para comunicação entre serviços quando aplicável;
  • utilização de tecnologias amplamente consolidadas e suportadas pelo mercado;
  • evolução incremental da plataforma durante toda a vigência da parceria;
  • capacidade de atendimento a múltiplos órgãos públicos por meio de uma arquitetura multi-tenant compartilhada.

Caso essas premissas sejam alteradas ao longo da parceria, os impactos são avaliados por meio do processo formal de gestão de mudanças descrito na Parte VIII deste documento.


4.15 Restrições

As seguintes restrições são consideradas na elaboração deste documento:

  • a arquitetura permanece aderente aos requisitos definidos pela PRODEMGE no Chamamento CP001/2026 e seus anexos;
  • a solução preserva capacidade de evolução tecnológica ao longo de toda a vigência da parceria;
  • a plataforma permite integração com sistemas externos por meio de interfaces padronizadas;
  • a arquitetura favorece reutilização de componentes entre tenants e redução de acoplamento entre módulos;
  • nenhuma decisão arquitetural poderá criar dependência exclusiva de um único fornecedor de infraestrutura quando existirem alternativas tecnicamente equivalentes.

Outras restrições poderão ser incorporadas durante o detalhamento dos requisitos e das decisões arquiteturais ao longo da execução da parceria.


4.16 Dependências

A implementação da plataforma depende, entre outros fatores, de:

  • detalhamento completo dos requisitos funcionais em conjunto com a PRODEMGE;
  • disponibilidade e configuração dos ambientes de implantação;
  • disponibilidade das interfaces de integração dos sistemas dos órgãos participantes;
  • definição das estratégias operacionais e dos acordos de nível de serviço da parceria;
  • planejamento das implantações por órgão, com cronogramas acordados entre as partes;
  • definição dos processos de governança e dos ritos de gestão da parceria.

Essas dependências serão tratadas nos capítulos específicos deste documento e nos instrumentos de gestão da parceria.


4.17 Exclusões Arquiteturais

Para preservar simplicidade, coesão e baixo acoplamento da plataforma, este documento não estabelece:

  • implementações específicas de componentes internos de fornecedores terceiros não confirmados;
  • dependência de fornecedor único para componentes de infraestrutura que possuam alternativas equivalentes;
  • acoplamento direto entre módulos funcionais distintos, que se comunicam por contratos estáveis;
  • dependências entre domínios de negócio além das estritamente necessárias ao funcionamento integrado da solução.

Decisões arquiteturais relevantes serão registradas por meio de Architecture Decision Records (ADR) nos capítulos correspondentes.


4.18 Considerações Finais

O escopo definido neste capítulo estabelece os limites da solução proposta e orienta a organização de todo o Documento Mestre.

Os capítulos seguintes aprofundarão cada dimensão aqui apresentada, detalhando modelo de negócio, arquitetura, componentes, módulos funcionais, tecnologias, operação, segurança, governança e critérios de aderência aos requisitos da PRODEMGE, mantendo coerência permanente com os limites estabelecidos neste capítulo.


4.19 Controle de Versão

CampoValor
DocumentoDocumento Mestre — Plataforma de Relacionamento Digital com o Cidadão
Capítulo4 — Escopo
Versão1.0
SituaçãoConcluído
Última atualização15/07/2026

4.20 Rastreabilidade PRODEMGE

O escopo descrito neste capítulo está fundamentado nos seguintes documentos de referência:

  • [PNR] — Plano de Negócio Referencial: finalidade da parceria, escopo da solução, serviços oferecidos e Matriz de Responsabilidades entre PRODEMGE e parceira.
  • [ANX-VII] — Minuta do Contrato de Parceria: cláusulas referentes ao objeto, aos documentos integrantes e às responsabilidades das partes na execução da solução.
  • [EDITAL] — Edital do Chamamento CP001/2026: requisitos gerais da solução e limites do objeto da parceria.
  • [ANX-III] — Planilha de Qualificação de Funcionalidades: referência para o escopo funcional detalhado, tratado nos capítulos específicos de cada módulo.
  • [ANX-IV] — Planilha de Qualificação de Capacidades: referência para o escopo arquitetural e tecnológico, tratado nos capítulos de arquitetura.

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